São João - Transportes Razzera

Em mais um capítulo da história marcada na paisagem e nas estradas do velho Oeste gaúcho, este é um capítulo dedicado não somente à recordar, mas também a celebrar. Deixo aqui já registrado o nosso parabéns à Família Razzera, pelos 78 anos de atividades no transporte.

Esta história se inicia em 1946, quando o jovem Victor Razzera, filho de agricultores de origem italiana, radicados em Santa Maria, adquiriu por intermédio do Governo Federal, e também contando com o auxilio financeiro da família, um caminhão Chevrolet do ano. Seu objetivo inicial era o de transportar trigo de São Borja para Santa Maria. Assim, o jovem Victor, com 22 anos de idade, iniciou em 23 de junho daquele ano, o trabalho no transporte.

Já no ano seguinte, tendo percebido a necessidade de comunicação entre os povos, e a carência de um serviço que transportasse pessoas entre cidades, decidiu transformar o caminhão em ônibus, e então solicitou, e recebeu, do DAER a concessão para explorar o trajeto Cruz Alta - Santa Maria. Porém, as condições da estrada, não eram nada favoráveis para esse trajeto, fazendo com que o jovem Victor desistisse da linha.

Foi nesse ano ainda, que ele mudou-se para Bagé, onde então recebeu do município a concessão para explorar o trajeto urbano ligando ao Povo Novo, mas a incursão pelo transporte urbano durou muito pouco, pois adquiriu nesse ano, a concessão de transporte entre Bagé e Cachoeira do Sul, fundando em 23 de junho de 1947, a empresa São João, de Victor Razzera.

Na imagem do acervo da empresa São João, compilada
por Vladimir Monteiro, o Chevrolet 1946 de Victor Razzera
já com carroceria construída pela Ott, realizando a linha Bagé x Cachoeira.
 

Apesar de ser fácil de notar, o nome "São João", foi escolhido, pois ambas datas marcantes da operação de transportes por Victor Razzera, a de 1946 e a de 1947, foram às vésperas do dia comemorativo de São João.

Para os anos seguintes, a empresa São João viveu uma expansão importante, que delineou vários dos trajetos até hoje executados pela empresa. Em 1948, adquiriu da Empresa Filter, a linha Cachoeira do Sul x Caçapava do Sul, e com a transferência da sede da empresa, de Bagé para Cachoeira do Sul, em 1949, motivado pela indústria e comércio melhor desenvolvidos, além de comunicações mais eficientes com as regiões vizinhas, e facilidade para aquisição de peças e acessórios para a frota, culminou ainda adquirindo outras, fez com que o salto fosse exponencial.

Na imagem de Sérgio Martire - IM, um GMC da empresa São João
parado em frente à Praça da Estação, em Bagé.

 

Durante os anos 50, a São João adquiriu outras linhas importantes, ligando Bagé à Dom Pedrito, Livramento e Uruguaiana, até então pertencentes à empresa Rainha da Fronteira. Nessa década, houve a empresa promoveu uma renovação de frota importante - que inclusive seria uma marca conservada por anos. Em 1958, a São João contava com uma frota de 16 ônibus, com idade média de 10 anos, e nesse ano, incorporou 3 ônibus 0km, Eliziário Rodoviário Super Luxo, "bicudos".

Na década de 60, a empresa aumentou sua frota, e manteve sua presença marcada pela região.

Na imagem do acervo de Ronaldo Petry, o Eliziário Astro,
com chassi Mercedes-Benz, prefixo nº 4.

O carro 11, Eliziário Bi-Campeão, dotado de chassi Mercedes-Benz - Na foto
à esquerda, em seus anos iniciais na frota. E na foto à direita, de Valdir Borin
na cidade de São Gabriel, o mesmo carro 11, em meados dos anos 80
na linha São Gabriel x Lavras do Sul.

 

 E do acervo do motorista Lotario Tessmer, ele e seu colega cobrador
Nicanor Garcia, enterrados até o eixo em algum atoleiro da
Campanha, na linha Dom Pedrito x Livramento, na década de 70.
 

O Eliziário E-3000, ano 1967, prefixo 22. Na foto de Ronaldo Petry
zero quilômetro.

 

Do ano 1969, o carro 28, um Eliziário Apollo 70, dotado de chassi Mercedes-Benz,
para a linha Uruguaiana x Bagé.

Da imagem do acervo de Vladimir Monteiro, o primeiro ônibus semi-leito da São João.

 

Em 1971, um novo salto de expansão era dado pela São João, que incorporava nesse ano as uruguaianenses, Empresa Ten Catem, e Viação Sinuelo, que fez com que a São João alcançasse as cidades de Itaqui, São Borja e Santiago, incluindo localidades - hoje municípios - de Maçambará, e Unistalda.

Na primeira fase dos anos 70, a frota era composta não somente pelos clássicos Eliziário, mas também passou a contar com ônibus produzidos pela Incasel, e também iniciava a parceria - que duraria por anos - com a Nielson.

Na foto de Marcos Vitor, o Nielson Diplomata, nº 53, que realizava a linha
Dom Pedrito x Estrela, que alguns anos mais tarde seria expandida
até Livramento.

 

O Incasel Intercontinental, prefixo 75, na foto acima após sua incorporação
zero quilômetro na frota da São João.
  

Um encontro clássico, de clássicos: São João e Ouro e Prata na rodoviária de Livramento. 
Um Incasel, Mercedes-Benz ao lado de um Marcopolo II, FNM D-11.000

E na imagem de Lotario Tessmer, o Nielson Diplomata, Mercedes-Benz, prefixo 105.

A parceria entre São João e as carrocerias Nielson, duraria muito tempo, e a partir de 1975, os modelos de várias versões, do Diplomata, formaram a frota da empresa. Com a frota de Diplomatas de que se formava, também começavam a ser incorporados ônibus com chassi Scania, que também se tornariam uma marca da empresa.

 

Na imagem de Vladimir Monteiro, o carro 228, 1º semi-leito, Scania da frota. 

Carro 228, antes da entrega à São João, no pátio da Nielson. 

 

Como se sabe, não é toda estrada do "velho oeste" que aceita um Scania
então, o "irmão", foi um Mercedes-Benz OF-1313.

  

Na série 300, dois Incasel, ou um e meio, talvez? 

Na imagem acima, o carro 350, Continental III, Mercedes-Benz

Na imagem abaixo? Um Incasel Jumbo? 

A efeméride da imagem acima, o carro 361, um carro construído na garagem
da São João em Cachoeira do Sul. Trata-se do originalmente carro 9 - Nielson Diplomata -
reformado e modernizado, onde passou a ter frente e traseira do Incasel Jumbo.
 

Com a chegada dos Nielson Diplomata na frota, a década de 80 seria marcada por uma renovação importante: Em 1982, a São João adquiriu 20 carros novos. Antes a Empresa possuía uma frota de 112 carros com uma idade média de 9 anos de utilização, rodando 12 mil km/dia. Com a aquisição, passou a ter uma frota de 90 carros com uma idade média de 5 anos, rodando 20 mil km/dia. A partir dessa data, a renovação da frota ocorreu em torno de 10 carros novos por ano, alcançando a meta de 4 anos de utilização média, por carro.
 
 
No ano de 1982 - nos 35 anos de empresa - essa era a distribuição de rotas realizadas pela São João. A sede da empresa em Cachoeira do Sul, tinha conectividade com a região do Vale do Taquari, com a região Central - alcançando a cidade de Faxinal do Soturno - e também com a região Oeste do Estado.
 
 Na imagem do acervo de Vladimir Monteiro, a Matriz da São João, em 1982
 
Desde o princípio da empresa, até o começo da década de 90, o transporte entre municípios tinha uma função primordial, que era transportar os moradores de regiões do interior. No retrato de rotas acima, é possível identificar isso através das rotas, que ligavam, por exemplo: Livramento à Uruguaiana, transitando via Passo da Guarda e Harmonia. Nessa época, o campo ainda era forte e tinha uma demanda de capital humano para trabalhar nas estâncias, retrato que foi sendo modificado com o passar dos anos.
 
Na frota da empresa, que pretendia renovar uma média de 10 carros por ano, a evolução e renovação se manteve firme durante a década de 80.
 
Na imagem do acervo de Vladimir Monteiro, carro 421, em 1982.
 
Carro 704, ano 1984.
É possível ver que a renovação da frota era sempre mista, com chassi Scania para
as linhas mais longas, e com chassi Mercedes-Benz para linhas mais curtas
ou de interior, onde era necessária menor velocidade. 
 
A frota a seguir destacada, foi muito marcante nos trajetos da Fronteira Oeste, ligando as cidades de Uruguaiana, Bagé, Livramento.
 
Carro 817, ano 1987.
 
Carro 827, ano 1987.
 
Carro 837, ano 1987.
 
Nas imagens de Miguel Silva, em viagem entre Bagé e Uruguaiana, o carro 837, no ano de 1993.
 
O velho parador do Passo da Guarda - hoje extinto, na RS-183 no interior de Quaraí.
Esse local era ponto de parada e de encontro, de muitos ônibus,
já que ficava no entroncamento da estrada que vinha de Quaraí com a RS-183
onde então aconteciam muitas baldeações.

No ano de 2011, a alegre surpresa de ver o 868 saindo da rodoviária de Uruguaiana.
Naquele momento, cumprindo a linha de interior ao Plano Alto.
 
Os clássicos 918 e 928, que tinham presença marcada na BR-293 no início dos anos 2000.
 
O mesmo 949, acima de duplinha com o 928, abaixo na garagem de Caçapava do Sul,
onde cumpria especialmente a linha a Minas do Camaquã.


Como dito, a parceria entre as carrocerias Nielson e a São João, perduraria por muitos anos, e o processo de renovação de frota deu continuidade à essa parceria também nos anos 90, quando a Nielson passou a ser Busscar.
 
Em Rio Grande, o lendário 1090, carro que foi vendido em poucos anos,
para a Marcontur, de São Francisco de Assis.
 
Carro 1111, no ano de 2010.
 
Carro 1121, em Uruguaiana, no ano de 2010, e no ano de 2013. 
 
 
Ficaram muito conhecidos na frota da São João, os Scania dianteiros trucados.
Na imagem acima, de Lineu Prestes, o 1141 na década de 1990, fazendo turismo, em Porto Alegre. 
Nessa época, ainda tinha configuração 4x2.
 
No entanto, logo na entrada da década de 2000, esses carros tiveram adaptado o terceiro eixo
tornando-se então, 6x2. 
 
 
Nesta imagem, em 2009, o 1141 em Livramento.
 
Na imagem acima, o saudoso sr Victor Razzera posando junto ao 1151, que foi
El Buss 340 de nº de série 17000, produzido pela Busscar. 
1151 que também teve o 3º eixo adaptado. 
 
Do ano 1991, também, o carro 1161, um El Buss 320 com chassi Mercedes-Benz.
 
 
E nesta histórica imagem, é possível ver o antes e depois do carro 1192.
Originalmente 4x2, tendo depois adaptado o terceiro eixo.
  

Se a frota de Scania já era bem constituída, a frota de Mercedes-Benz para linhas menores e de interior, precisava também ser renovada, como foi com os El Buss a seguir:

Carro 1233, comumente usado nas linhas de Lavras do Sul.

Em um sábado qualquer do ano de 2010, o carro 1273 aparece em Livramento
fazendo a linha Bagé x São Borja.
 
Na imagem de Rodrigo Silveira, a prova inequívoca da missão da São João,
carro 1333 entre Lavras do Sul e Bagé.


Carro 1333, indo para a garagem de Bagé, depois de chegar de Caçapava do Sul.

Carro 1353, saindo da rodoviária de Uruguaiana, fazendo a linha intramunicipal ao Ipané.

No ano de 1994, visando a futura linha que ligaria a Fronteira com a Serra, e com uma presença maior no Turismo, a São João incorporou outros carros que se tornariam insígnia na frota: Os Jum Buss 360, da série 14. Esses carros se tornaram lendários, especialmente, porque originalmente a configuração de poltronas deles era Executivo, inclusive, sendo utilizados por muitos anos, na linha noturna Uruguaiana x Rio Grande via BR-290.
  
1414 na rodoviária do Cassino, atendendo a linha do Plano Praias.
 
1434 em Livramento.
 
 
 1454 ostentando seu esquema de pintura original, em turismo na Serra.
 
Anos mais tarde, o 1454 na rodoviária de Livramento.
 
 
O último Jum Buss que foi conservado na frota na configuração original.
Na imagem acima, estreando a linha do Plano Praias - Cachoeira x Torres - no ano de 1997.


Em Livramento, no ano de 2014, o 1474 cumprindo a linha Uruguaiana x Rio Grande.

Para o ano de 1997, com o término dos trajetos majoritários por vias de terra no Oeste, e com a expansão das linhas para o Vale do Taquari, e a linha para a Serra que se tornava cada vez mais próxima, a terceira geração de modelos Busscar chegava à frota da São João, mesclados entre Mercedes-Benz dianteiros - para onde ainda haviam trajetos em estradas sem pavimento - e traseiros, e também os clássicos Scania K113CL.
 
 
Os primeiros três carros da série 16: 1607, 1617 e 1627, foram dotados de chassi OF-1620
destinados à linhas como a Uruguaiana x Santiago e Itaqui x Santiago, além das linhas
via Caçapava e Lavras do Sul.
 
Acima o 1627, e abaixo o 1647, ambos ostentando o esquema original e clássico
de cores da São João.

1647 quase sempre fixo no trecho Bagé a São Borja.

E os 4 El Buss redondinhos Scania K113CL - 1657
 
1667 e 1677


E saindo da rodoviária de Quaraí, o 1687.
 
Após os 4 El Buss 340 com chassi Scania, a continuidade da renovação de frota, foi efetuada com Mercedes-Benz, que especialmente para os serviços "comum" das linhas da São João, com diversas paradas ao longo do caminho nos interiores da Campanha gaúcha, eram extremamente versáteis. Ofereciam a mecânica prática para a operação, além do conforto - pela suspensão a ar - para o passageiro.

A renovação do ano 1998, foi aberta com o último carro da série 16 - o 1698.
 
Como dizíamos, São João marcou a paisagem do Pampa, prova inequívoca
disso, é o 1708, na BR-290, cumprindo a linha São Gabriel x Bagé.


Na foto do saudoso Daniel Dorneles, o 1718 com seu esquema de pintura clássico
saindo da rodoviária de Uruguaiana.


1718 em Livramento.
 
 
O último carro da renovação do ano de 1998, carro 1728, visto aqui na
cidade de Cachoeira do Sul, em frente à igreja matriz, ostentando o
esquema original de pintura. 
 
1728 foi o último El Buss 340 da terceira geração, a conservar o esquema de pintura clássico.
 
E de repente, SUMIU. 

Meses após, em uma tarde ensolarada de outono, no ano de 2009, reaparece
o 1728, agora ostentando o esquema de pintura atual.

O último carro da série 17, adquirido no ano de 2000, vindo com chassi OH-1621LE,
o carro 1740. Na foto, em turismo, em Porto Alegre.

Na entrada do novo milênio, a São João inovou, adotando o esquema de pintura atual. No ano 2000, comprou além do 1740, um El Buss 340, com chassi Mercedes-Benz OH-1621LE, com configuração Leito, de 28 lugares. Com isso, os prefixos fizeram jus à entrada do novo milênio.
 
Em 2000, o lendário Leito, 2001.
 
Até a década de 80, o campo era forte, haviam ainda muitas estâncias, com muitos empregados e as cidades - devido às dificuldades na comunicação de transporte terrestre - possuíam um setor agroindustrial bem desenvolvido, que beneficiava o produto do campo, sem correr riscos de perecer. Claro exemplo disso, são os diversos frigoríficos presentes nas cidades de toda região naquela época.
Porém, com a abertura de estradas pavimentadas, que facilitavam o escoamento dessa produção in natura para outros centros, onde então a matéria prima era beneficiada, a indústria da região durante os anos 80 e 90 sofreu uma retração significativa, que causou a perda de inúmeros postos de trabalho na região.
 
Essa perda de oportunidades de trabalho na região oeste, foi agente causador do êxodo em massa da região, para a Serra, onde o setor industrial era muito melhor desenvolvido, e mais forte - não ficando restrito à produção agroindustrial. Percebendo esse movimento migratório, ainda nos anos 90 a São João requisitou do DAER uma concessão de linha entre Sant'Ana do Livramento e Caxias do Sul, linha esta que só foi ser concedida pela autarquia no ano de 2002.
 
Diante dessa concessão, a São João incorporou novos ônibus na frota, que seriam destinados especialmente à essa linha.
 
O 2011, último carro trucado comprado pela São João, no ano de 2001.
 Na foto, no ano de 2017, quando a empresa iniciou a exploração
da outra variante da linha. Livramento x Caxias às 11h, via Bagé. 
 
O 2011, em um primeiro momento, foi o carro parceiro dos Jum Buss 360 da série 14, que foram os responsáveis pela inauguração da linha:
 
Com pintura recém feita, no ano de 2002, o carro 1404 em Caxias do Sul, quando
a São João iniciou a linha.
 
 
Mas para o ano de 2004, a Sâo João traria a frota que foi característica do serviço, os 4 Vissta Buss LO, com chassi Scania K94IB, carros 2024, 2034, 2044 e 2054.
 
Do rolo de filme do amigo Wagner Rodrigues, carro 2034, em seu estado original
saindo da rodoviária de Livramento.
 
2034 quando já havia passado a cumprir a linha Livramento x Estrela.
 
2044 em direção à rodoviária de Livramento, para cumprir a linha à Estrela.

E numa dessas noites de verão - onde o sol vai até às 21h - o carro 2054
instantes antes de sair na Livramento x Caxias.
 
Em 2007, uma surpresa:
 
Carro 2067, um Volkswagen 18.310, aliás, único VW da frota da empresa.
 
Continuando com a renovação de frotas, nos anos seguintes a São João continuou incorporando novos ônibus, tendo algumas surpresas de vez em quando.
 
Carros 2088 e 2098, já afetos aos serviços Uruguaiana x Rio Grande.
 

E no mesmo lote dos Scania, um carro diferenciado, destinado ao Turismo, e à
reforço nas linhas em baixas demandas:
 
O Miduss, 2108.
 
Em meio à crise da Busscar, no ano de 2010 a São João recebeu dois VB Elegance 340
carros 2120 e 2130, que seriam os últimos Busscar adquiridos pela empresa.
 
Com a crise da Busscar, que causava a demora excessiva na entrega de novos veículos, incluindo a dificuldade na fabricação desses, a continuidade da renovação de frota do ano de 2010, trouxe uma nova surpresa: 
 
A escolhida pela São João para 2010, foi a Comil, quando então chegou
o carro 2150, esse belo Campione 3.45 com chassi Scania K310.
 
Os sinais pareciam promissores, quando em 2011 a São João incorporou o 2161
outro Campione 3.45, visto aqui em São Gabriel, no ano de 2014, na parada
da linha Uruguaiana x Rio Grande via BR-290.
 
O mesmo êxodo de moradores da região oeste, que ocasionou a inauguração da linha Livramento x Caxias, a partir do ano de 2010, causou uma queda vertiginosa na venda de passagens intermunicipais na região, o que fez com que o processo de renovação de frota dali pra frente, vivesse um hiato, que só seria quebrado de acordo com a necessidade de renovação.
 
Então no ano de 2013, a São João surpreendeu novamente, migrando de encarroçadora novamente:
 
Em 2013, a aposta foi na Neobus. Carro 2173 em Livramento, prestes à sair
rumo a Caxias do Sul.
 
A aposta na Neobus parece ter sido proveitosa para a São João, pois em 2013, incorporou 4 carros ao total: 2173, 2183, 2193 e abriu a série 22, com o 2203.
 
O primeiro série 22, carro 2203.
 
Em 2014, os dois últimos Neobus: 2214 e 2224 
 
Após a última incorporação na frota, no ano de 2014, e da Neobus ter sido definitivamente incorporada pela Marcopolo, não houve novos carros na frota da empresa.
A São João ao longo destes anos, vem suportando a queda de passageiros, especialmente nas cidades de regiões menores como a Fronteira Oeste, contudo, a redução de linhas e horários é significativa e notável,  sendo hoje os serviços entre a Fronteira e a Serra, os principais da empresa.
 
Finalmente, o Fronteira Oeste Ônibus parabeniza a empresa São João pelos seus 78 anos comunicando diariamente o Oeste do estado, desejando que a continuidade da empresa e seus serviços, seja de um futuro próspero e promissor, e cultuando a memória de seu fundador, o sr Victor Razzera.
 
 
Nosso imenso agradecimento aos amigos Miguel Silva, Leonardo Vieira, Wagner Rodrigues, Rodrigo Silveira, Alexandre Dias Machado, Lineu Prestes, Vladimir Monteiro e Thainã Abi pelo material fotográfico fornecido.
 
Agradecemos também a todos amigos do grupo São João Transportes, especialmente a Oscar Augusto Tessmer, Mauricio da Rosa, Thiago Lara e Marcos Vitor pelo material fotográfico.
 
Também agradecemos aos responsáveis que autorizaram nossas visitações em diferentes oportunidades à instalações da empresa, especialmente ao sr. Noli, ex-gerente de Uruguaiana, onde pudemos obter parte do material fotográfico e de informações históricas da empresa.

Dedico esta postagem à memória do amigo Daniel Dorneles, quem fora grande entusiasta do transporte na Fronteira Oeste, especialmente da empresa São João.

Comentários